O que faz enquanto passeia por aí?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
HOJE EU TE PERDOO
O que faz enquanto passeia por aí?
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Beto Renzo
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
TOLICE
Ali na curva
Onde a ciranda da cabeça cantarolava
Girava tirando do meu peito com tua mão delicada mas justa
Cada passo atrás de minhas costas que hoje desenham a cama em que me deito
Ali comigo
Onde ontem do incerto eu duvidava
Tombava agora qualquer certeza que na lágrima fora forjada
E num compasso um riso novo floria de luz todo o jardim da minha mesma cara
E fique surpresa
Numa forte simplicidade exata
Neste secreto conforto eu não teria porque te esconder
Mesmo depois do teu murro na boca do estômago dos meus sonhos
Eu sou ainda capaz de dizer-te: Te amo... mesmo que tua tolice queira te levar embora.
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Beto Renzo
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11:47
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sábado, 18 de setembro de 2010
QUE SEJA
Mas é sempre o teu rebelde juízo
O cabelo, a voz, a boca num arco
Teu sorriso
É tão perto e tão secreto
Na manhã absurda
Na lágrima catapulta
A vigília
O barulho do sol subindo
Falando comigo
Cobrando o que eu não digo
E que não te confesso
Mas é sempre o gozo de tua mão
Os olhos, as ancas, as sardas
Teu coração
É tão perto e tão secreto
Na tarde que boceja
No céu que amarela
O crepúsculo
O céu perdido comigo
Falando pra mim
Lembrando o que eu não esqueço
E que não te confesso
Mas é sempre teu doce deserto
O colo, o peito, o quero
Teu busto
É tão perto e tão secreto
Palavra desafogada da minha solidão
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Beto Renzo
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04:05
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
ENQUANTO ISSO
Mesmo que pareça sem jeito
Mesmo que padeça aquele nosso tempo numa memória amarelada
Esse desejo sem explicação
Essa peito na contra-mão da lógica ditada
A voz acanhada
O amor espremido em nossas gargantas terá sua hora de voar
Terá sua vez de arrombar todo o coração
Mesmo que a chave se perca
Mesmo que suave seja a prisão onde a gente despenca da gente
Essa única graça
Esse fenômeno que caça o sono nosso
O medo nosso
O amor marginal que jogamos no fundo da vida terá justiça
Terá sua vez de perdoar nossas mentiras
Mesmo que pareça sem jeito
Mesmo que seja impossível nesse segundo apenas onde penso
Mesmo que a minha desculpa agora pareça vadia
Minha boca e tua
Nossos olhos colados e bom dia
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
QUANTO TEMPO
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
E PRONTO
Depois da chuva feia que tua boca soprou
Onde na estrada da vida meu coração capotou
Derrapou em tuas mentiras
Estraçalhou quem eu sou no muro dos teus olhos
Voltei rindo
Depois da seca dura que tua boca pariu
Onde no chão da vida meu coração morreu
Bebeu da tua lágrima de cicuta
Endureceu quem eu sou no solo árido dos teus olhos
Nem te condeno à semelhante absurdo
Nem dilúvio
Nem veneno
Nisso tudo
Quem sabe até um...
Não, isso não
Ainda não
Apenas quero o que já tenho
Agora ganho a estrada e já vou indo
Até que descubras por que tenho andado rindo
E pronto.
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Beto Renzo
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terça-feira, 20 de julho de 2010
E QUE O MUNDO ME OUÇA
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Beto Renzo
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20:45
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
NA RUA
Na rua uma gente formigueiro a se cutucar
Queixo preso aos pés nem percebe o luar
Que eu finjo que foi presente meu pra nós
Quando você finge que está muito longe pra eu te apanhar
Na rua hora só buzina a se masturbar
Hora o silêncio a cantarolar
Todos os segredos que cada um esconde de si
Bem que podia abrir a porta e ser você a rir
Um terno amargo fedendo lorota
O pneu opaco lambendo a poça
Nossa...
Olha a casca banguela daquele estrela caída sorrindo pra nós!
O céu de nós
O véu que cerca toda a tua boca flor
Meu céu de luz
Meu copo americano
Abajur cruz do meu amor!
Na rua vento lança cega a me acertar
Olho de porta fechada para o meu olhar
Nem percebe todo meu ouro do lado direito
E eu penso que é meu defeito não querer explicar
Treme a calçada o metrô embaixo
Treme na calçada a pele descalça de algum abraço
O céu de nós
O véu que tranca todo teu corpo calor
Meu céu depois
Meu copo americano
Confessionário do meu amor!
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Beto Renzo
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terça-feira, 13 de julho de 2010
JOGO
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Beto Renzo
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domingo, 11 de julho de 2010
FEITO VOCÊ
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Beto Renzo
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